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sábado, 1 de novembro de 2025

A ilusão do autódromo baiano...



A decepcionante história do automobilismo baiano nos últimos 56 anos foi marcada por promessas não cumpridas, escândalos na Federação Bahiana de Automobilismo (ao ponto da mesma ter sido extinta no final dos anos 90), conflitos de interesse, egos inchados, aventureiros e por fim pessoas que nunca entraram num carro de corridas assumindo o comando do esporte na Bahia!
Até o inicio dos anos 70 a Bahia vinha bem , tinha tradição, tinha bons pilotos, boas equipes e alguns dirigentes que trabalhavam duro em favor do esporte a motor (ver matéria sobre o Posto do Cristo).
 O governo do Estado em 1972 resolveu proibir as corridas na Avenida do Centenário, novamente com a promessa de fazer um autódromo em um terreno no CIA - Centro Industrial de Aratu.
 O que se passou a partir dai é muito nebuloso e difícil de contar com exatidão pois as pessoas envolvidas na grande maioria já faleceram e as muitas versões que surgiram à época carecem de confirmação.



O fato é que o governo não construiu o autódromo e com isso decretou a morte do esporte em nossa terra; equipes foram desfeitas, carros e equipamentos foram descartados e/ou sucateados e os patrocinadores sumiram!
 Algumas equipes como Cravo Bauer e Catu Motor ainda continuaram por algum tempo correndo no Ceará que tinha o único autódromo da região Nordeste, porém aos poucos os patrocínios que tinham acabaram porque não era vantajoso para uma empresa da Bahia patrocinar um carro que estava correndo em outro estado.
 Ao longo dos anos 80 e 90 as promessas de construção de um autódromo vez por outra apareciam principalmente nos periodos eleitorais.
Em 1996 o então presidente da CBA Reginaldo Bufaiçal esteve na Bahia, entre outras coisas para dar apoio ao Presidente da Federeção Bahiana de Automobilismo, Ricardo Dantas cujo relacionamento estava completamente degastado com os diversos clubes de automobilismo do estado.
Reportagem do jornal A TARDE 18 de março de 1997, onde os clubes denunciam os desmandos na FBA. 


Nesta época a construção do autódromo era do interesse da CBA e teria o apoio da iniciativa privada além da ajuda governamental prometida pelo então governador Paulo Souto.    
Em 1998 já com um novo presidente na Federação Bahiana de Automobilismo, um megalomaníaco projeto de autódromo com o astronômico custo à época em torno de $ 25 milhões de dólares  americanos foi apresentado ao governo do Estado que obviamente não aceitou.