Hoje é dia de lembrar um pouco, dos brinquedos das crianças que já eram fanáticas por carros, nas décadas de 60 e 70!
Autorama Estrêla.
Miniaturas importadas Matchbox e CORGI TOYS.
Miniaturas de armar Revell e Trol.
No dia 04 de outubro de 1970, exatos 48 anos atrás, o Brasil assistia à primeira vitória de Emerson Fittipaldi na Formula 1, pilotando uma Lotus no GP dos Estados Unidos, no circuito de Watkins Glen.
Fotografia de GP Brasil de F1
Euclides Pinheiro, show em duas rodas com o Chevrolet Opala nos anos 70.
OPALA 50 ANOS
O livro Cars OF The Fabulous'50s de James M. Flammang And The Auto Editors Of Consumer Guide, impresso pela Publications International, Ltd., é uma leitura quase obrigatória para os amantes, colecionadores e/ou restauradores dos carros norte americanos dos anos 50.
É um livro bastante esclarecedor e completo com detalhes dos carros das principais marcas que disputavam o mercado dos EUA naqueles tempos, é um livro bem técnico, com muitos desenhos ilustrativos e boas fotografias que auxiliam muito a quem quer restaurar algum veículo daquela década. O exemplar que temos foi impresso em 2003 e acreditamos que um trabalho de tal magnitude deva ter edições novas e atualizadas ainda dispostas à venda, vale a pena procurar!
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Em 1908, há exatos 110 anos, quando os automóveis ainda engatinhavam e começavam a se consolidar como meio de transporte eficiente e ainda com o mundo totalmente sem infra estrutura que possibilitasse as viagens automobilísticas de longa distancia, pois não haviam estradas, nem postos de gasolina e muito menos oficinas mecânicas, alguns destemidos pilotos/aventureiros decidiram disputar uma corrida com largada em Nova York e chegada em Paris, que ficou conhecida como"A Grande Corrida" (The Great Race).
Seis equipes de 4 países, França, Estados Unidos, Alemanha e Itália participaram da competição:

França :
De Dion-Bouton,
com 4 cilindros , desenvolvendo 30 HP, 6600 libras de peso e 7 tanque
de combustível com capacidade para 185 galões. Guiado por Bouvier St.
Chaffray, Alphonse Autran e Hans Hendrik Hansen.

França :
Monobloc,
de 4 cilíndros, produzindo entre 24 e 30 HP, peso de 6437 libras e 4
tanques de combustível com capacidade total de 86 galões. Conduzido por
Charles Godard, Arthur Hue e Maurice Livier.

França :
Sizaire-Naudin,
com 1 cilíndro, desenvolvendo 15 HP, peso de 3300 libras e 3
reservatórios com capacidade máxima de 40 galões de combustível.
Conduzido por Auguste Pons , Maurice Berlhe e Lucien Dechamps.

Império Alemão:
Protos,
de 4 cilíndros e 40 HP de potência, 6 mil libras de peso e 6 tanques de
combustível com capacidade máxima para 211 galões. Guiado pelo tenente
Hans Koeppen,Ernst Maas e Hans Knape.

Estados Unidos :
Thomas
Flyer, modelo 35, com 4 cilíndros e 60 HP, 5700 libras de peso e 2
tanques com capacidade máxima de 125 galões de combustível. Guiado por
George Schuster, Montague Roberts e Harold Brinker.

Reino da Itália:
Zust, com 4 cilíndros produzindo entre 28 e 40 HP. Peso de 3500 libras e
3 tanques com capacidade para 132 galões de combustível conduzido por
Emilio Sirtori.
Cada equipe possuía 3 membros, sendo que as equipes da Itália e dos
Estados Unidos levavam um 4º membro, correspondente dos jornais The New
York Times e Le Matin.
TRECHO DOS ESTADOS UNIDOS
A largada ocorreu no dia 12 de fevereiro de 1908 em Times Square às 11 horas e15 minutos da manhã.
Os veículos partiram para Albany através do Hudson Valley.
Nesse trecho inicial, ainda no estado de New York, aconteceu a primeira desistência, quando o Sizaire-Naudin bateu em uma pedra que danificou o
diferencial. Durante a travessia dos Estados Unidos os demais
competidores também enfrentaram problemas, o Monobloc se perdeu nas
estradas dos campos agrícolas de Iowa, que eram verdadeiros lamaçais por causa das chuvas e acabou desistindo da prova em 17 de março.
Como o meio
oeste americano tinha diversos trechos intransponíveis, ainda mais no
inverno, a única saída para os competidores foi correr às
margens ou às vezes sobre os trilhos da Primeira Ferrovia Transcontinental.
O Zust acabou caindo de um pontilhão da Union Pacific, sendo retirado por guindastes e dezenas de
homens da ferrovia, atrasando-se consideravelmente.
O Protos acabou
quebrando em Pocatello, Idaho e para não perder mais tempo, após o conserto foi transportado de trem até Seattle, o que lhe rendeu uma penalização de 30 dias.
O vencedor da etapa americana foi o Thomas Flyer que chegou em San
Francisco no dia 24 de março, tendo percorrido a distância entre Nova Iorque
e San Francisco em 41 dias, 8 horas e 15 minutos. Foi a primeira vez que um
automóvel cruzaria os Estados de leste a oeste no inverno.
Como a travessia do estreito de Bering, dos Estados Unidos
para o Império Russo era impossível, foram de navio de Seattle para Vladivostok, via Yokohama no Japão.
TRECHO DA ÁSIA
Os quatro veículos
restantes chegaram a Vladivostok na Rússia em 20 de maio, onde houve mais uma desistência. A equipe do
De Dion temendo bandidos e as condições adversas na Sibéria, resolveu se retirar da competição.
A corrida foi reiniciada com os três competidores restantes
(oThomas ,o Protos e o Zust), que tiveram de enfrentar terrenos muito difíceis
por conta do rigoroso inverno russo, partindo o Protos na liderança que só veio a perder para o Thomas Flyer, uns 3000 Km após a relargada em Vladivostok, enquanto o Zust foi ficando cada vez mais para trás.
Em 20 de Julho o Protos chegou a Moscou, enquanto o Thomas Flyer que ficou atolado em um pântano na Sibéria, só chegaria quatro dias depois.
TRECHO DA EUROPA
A viagem na Europa foi facilitada pelas estradas melhores e assim, após
passarem pela Alemanha e Bélgica chegaram à França, entrando o Protos
em Paris no dia 26 de julho de 1908 e o Flyer quatro dias depois, porém o Zust que vinha muito atrasado só chegou em 17 de setembro.
O grande vencedor contudo foi o Thomas Flyer, devido á penalização de 30 dias imposta à equipe alemã por ter utilizado o trem no começo da corrida.
Abaixo as fotos mostrando as dificuldades que os concorrentes enfrentaram em alguns trechos:
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