Realmente impressionante..!!!
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Há 37 anos, no dia 21 de abril de 1985, acontecia a primeira vitória de Ayrton Senna na Formula 1, no GP de Portugal realizado no autódromo do Estoril.
Com uma Lotus, o jovem piloto brasileiro deu um verdadeiro show de pilotagem na chuva, causando espanto em todo o mundo automobilístico!
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Mario que além de escultor modernista, era também pintor e desenhista, faleceu em Salvador no dia 1º de agosto de 2018, aos 95 anos de idade, vítima de complicações cardio
pulmonares, deixando um legado de importantes obras espalhadas pelo Brasil e
pelo mundo.
Mario Cravo tinha verdadeira paixão pela arte e mesmo com a da idade avançada,continuou trabalhando e produzindo suas obras regularmente até um mês antes de falecer.
A Cruz Caída, no Belvedere da Sé em Salvador e o Cristo Crucificado da cidade de Vitória da Conquista na Bahia, estão entre as suas principais e mais importantes obras!
Mario Cravo Jr. foi casado com a Sra. Maria Lúcia Ferraz Cravo, com quem
teve quatro filhos.
Em suas andanças e aprendizado pelo mundo, morou nos Estados Unidos de
47 a 49 onde estudou e trabalhou na Siracuse University no estado de New York,
tendo também montado o seu próprio atelier e na Alemanha em 64/65, onde fez
várias exposições.
O MARIO CRAVO AUTOMOBILISTA:
O que muita gente não sabe é que por trás daquele talento espetacular e sua enorme paixão pela arte, existia também a paixão pelo automobilismo, tão forte que o levou a montar em 1969 uma equipe de competições automobilísticas que atuou nas corridas da Av. Centenário em Salvador e em outros polos do automobilismo do Norte e Nordeste do país.
Acima, o logo Cravo/Bauer desenhado por Mario e um dos carros da equipe, ostentando nas cores da pintura a marca do artista!
A Equipe chamava-se Cravo/Bauer, uma parceria dele com o alemão Otto Bauer, dono da Bauer Motor e tinha como seus pilotos nada menos que seus filhos Ivan e Otavio (Pingo), além do sobrinho de sua esposa, o "Babinho", Carlos Eduardo Ferraz Silva.
Autódromo Virgílio Távora no Ceará, Ivan Cravo (esquerda), Otto Bauer
sentado no carro, Mario Cravo e Pingo Cravo.
E para encerrar, transcrevo aqui as palavras do mestre Adriano Fernandes e mais abaixo o documentário de hoje do SBT, alusivo aos 99 anos do artista.
Vídeo reportagem do SBT, alusivo ao aniversário de Mario Cravo:
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No já distante 7 de abril de 1968, em uma prova de Formula 2 no circuito de Hockenheim, falecia uma das lendas do automobilismo mundial, o piloto escocês Jim Clark.
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Jim Clark no GP de Mônaco.
Fotografia compartilhada na internet, sem indicação de direitos autorais.
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Em 19 de outubro de 1969 foi realizado no Autódromo Virgílio Távora no Ceará, os 500 Km de Fortaleza, prova denominada oficialmente de GP do Nordeste.
A corrida foi vencida pela dupla Marivaldo Fernandes/ Luiz Fernando Terra Smith, pilotando uma Alfa Romeo GTA 1600 cc da Equipe Jolly Gancia de São Paulo.
Detalhe interessante é que este carro inicialmente não iria correr, tendo a Equipe Jolly resolvido inscreve-lo de ultima hora, o que desencadeou uma primeira corrida (contra o tempo), onde Luiz Fernando "pilotou" um caminhão F 6000 com a Alfa GTA vencedora na carroceria, em uma verdadeira maratona pela BR 116, conforme conta o próprio Luiz Fernando no texto abaixo:
# A epopeia da viagem São Paulo a Fortaleza #
Alguns amigos como Luis Carlos Carrano, Erik Von
Eye, Jovino Benevenuto Coelho e outros vinham me cobrando há tempos o relato da
viagem que fiz de SP a Fortaleza para participar de uma corrida
automobilística. Em função disto hoje resolvi fazer o relato.
A Jolly; firma sediada em São Paulo na década de
60 / 70 era a representante Alfa Romeu e Ferrari, sendo habilitada também para
fazer a manutenção dos mesmos, e para promover e divulgar a sua marca e os
produtos que representava. Possuía duas Alfas GTA, uma 2000 cc e outra 1600 cc.
para participar de corridas.
Certa ocasião em uma reunião na sua sede em SP.
foi decidido que seria enviada para Fortaleza a GTA 2000 para participar do GP
Nordeste (500 km. de Fortaleza) a ser realizada no dia 19 de outubro de 1969,
tendo como pilotos Emilio Zambelo e Ubaldo Cezar Lolli. Os preparativos foram
feitos com duas semanas de antecedência e o carro foi enviado para lá.
Passada uma semana em outra reunião chegou-se à
conclusão que a prova seria muito mais importante do que se previa e seria uma
oportunidade da Jolly ser mais conhecida nesta região, já que esta prova
contaria com mais equipes do RJ, SP, RG, além de outros estados do norte e
nordeste. Em função disto a Jolly resolveu que a outra Alfa GTA 1600 deveria
participar e os pilotos seriam o Marivaldo Fernandes e Luiz Fernando Terra Smith.
Aí surgiu um problema, que seria o tempo para este carro estar no local da
prova, já que via aérea seria impossível. Assim sendo só restou via terrestre,
mas o tempo era escasso, então de imediato me comprometi a resolver o problema.
Contatei um amigo empresário que sabia ser proprietário de alguns caminhões e
relatei a ele o problema, e de pronto me disse que poderia ir até a fábrica
pegar o caminhão que quisesse e ainda colocaria um funcionário a minha
disposição para o que fosse necessário. Ao chegar á fabrica e analisar a sua
frota de caminhões, percebi que o único em condições de enfrentar os 3200 km ou
mais de estrada até Fortaleza ,era um Ford 6000 a gasolina já que a sua manutenção
preventiva havia sido feita há dois dias.
Peguei o caminhão com o funcionário que havia sido
designado para me acompanhar e me dirigi até a Jolly para colocar a GTA na
carroceria do caminhão com a recomendação que a amarração fosse a mais apertada
possível ,já que enfrentaria longos trechos de serra e seria o tempo todo de PÉ
em BAIXO para tentar chegar lá dentro do prazo.
Peguei a estrada , Pé em Baixo e o carro na
carroceria perfeitamente estável. Ao me aproximar do 1ºposto da polícia fui
logo parado e aí pensei comigo mesmo, estou ferrado, excesso de velocidade,
carteira de motorista que não era para dirigir caminhão etc. Para minha
surpresa o guarda quando viu o carro de corrida logo se entusiasmou e queria
saber tudo a respeito do carro e para onde estava indo. Depois de saciar a sua
curiosidade fui liberado e me desejando uma ótima viagem e sucesso na prova. Lá
fui eu fazendo das tripas coração com este caminhão que bebia uma gasolina que
não estava no gibi. Para encurtar a história fui parado em todos os postos de
fiscalização e respondendo as mesmas perguntas. Depois de 3 dias lá estava eu
em Fortaleza são e salvo sem nem um furo de pneu ou qualquer outro
inconveniente. Resumindo o Marivaldo e Eu ganhamos a corrida e voltei para SP
com o caminhão já em um ritmo de passeio.
Bons tempos e muitas boas histórias.
Abraços aos amigos que queriam saber um pouco mais
desta epopeia.
Luis Fernando Terra Smith
***
RESULTADO FINAL DA CORRIDA:
A Bahia vai se fazer presente no cenário
internacional de Rally de Regularidade, para veículos antigos e históricos.
Piloto experiente, campeão de várias etapas
nacionais, Jorginho Cirne, o maior colecionador de veículos antigos da Bahia e
um dos mais destacados do Norte e Nordeste, parte para uma aventura inédita em
seu currículo e na história do antigo mobilismo baiano e regional.
Com seu bólido alado, um MGB inglês 1974,
lindíssimo e várias vezes premiado em eventos, embarcou para participar do 42*
RALLY DE REGULARIDADE DE MONTEVIDEU, sua primeira experiência a nível
internacional.
Será o único representante do Norte/Nordeste num total de 16
participantes brasileiros e para tal, enfrentará uma viagem de aproximadamente
4000 km entre ida, volta e percursos.
Promovido por um dos clubes mais antigos do
Uruguai, o evento conta mais de 75 inscritos, sendo muitos deles já bastante experientes na modalidade.
O percurso é composto de três etapas, uma em Montevidéu
e outras duas em Punta Del Este e Lá Barra, com algo em torno de 300 km cada.
O evento de padrão internacional e disputado por
pilotos renomados vindos das mais longínquas regiões, acontecerá em 24 a 26 de
março.
Um fato interessante
que diferencia essa competição é que não será permitido o uso de qualquer
equipamento auxiliar para os pilotos e navegadores, além do cronometro. Tem que
ser “no braço” e no entrosamento da dupla.
Para nosso piloto Jorginho, uma dificuldade a
mais a ser enfrentada, será o fato de que a planilha é toda projetada em km/h e
o seu carro marca milhas por hora.
Outra característica própria desse Rally de
regularidade é que cada piloto escolhe a sua velocidade e terá que cumprir a
planilha dentro da velocidade escolhida e perder o mínimo de pontos.
Jorginho, que já participa há nove anos do CBR
(Campeonato Brasileiro de Regularidade de Veículos Históricos), promovido pela
FBVA (Federação Brasileira de Veículos Antigos), em companhia do seu navegador Vaguinho,
comentou que essa aventura é uma novidade que enfrentará, disputando com
pilotos bastante experientes e com regras diferenciadas.
ACGouveia
18/3/2022