Opala 250 s 1976
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quarta-feira, 20 de agosto de 2025
terça-feira, 1 de julho de 2025
quinta-feira, 18 de agosto de 2022
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
FOTO DO MÊS - FEVEREIRO 2021
oldraces.blogspot.com
Fotografia do acervo de Andre Burity.
segunda-feira, 6 de julho de 2020
Opala de corrida
Dois Opalas, uma disputa por posição, quem será que venceu...???
Fotografia compartilhada na Internet, sem indicação de direitos autorais.
oldracesblogspot.com
sexta-feira, 12 de junho de 2020
OPALA 250 S
O fato deste motor ter tido três versões com desempenhos diferentes e posteriormente a fábrica ter dado continuidade ao nome 250S, em motores de mais baixo desempenho, vem a se tornar mais um complicador em toda a história! Acrescente-se a tudo isto, testes e informações técnicas com dados de potência e torque seguindo normas diferentes como SAE e DIN.
Modéstia à parte, não é assunto para leigos, por isso vamos colocar a matéria resumida para facilitar a compreensão dos menos entendidos, vamos lá:
Como muitos já devem saber, o 250 S não era um novo motor e sim uma melhora, evolução, releitura, versão envenenada ou como queiram chamar, do já existente motor 250 (de 4100 cc), que vinha equipando a linha Opala em substituição ao antigo motor 230 (de 3800 cc).
A ideia (e necessidade) de produção deste motor surgiu do fato de que os Opalas 4100 normais, com menos potencia, vinham tomando uma surra dos Ford Maverick V8 nas pistas de corrida em todo o Brasil.
O primeiro motor 250 S ficou pronto em novembro de 1973 e os quatro primeiros produzidos foram vendidos a pilotos e equipes de corridas, entre eles Bob Sharp, Jan Balder e a revenda Chevrolet Itacolomy.
O Opala de competições da Itacolomy equipado com o motor 250S MC com taxa de compressão 8,5:1, potência líquida de 153 HP DIN, (173 SAE) e 26 Mkg de torque liquido, quando foi testado pela revista Quatro Rodas.( teste comparativo com o Maverick Quadrijet)
Os motores já estrearam ganhando, o que gerou protestos da Ford e uma enorme guerra no tapetão. Para homologar os motores de maneira que pudessem continuar a correr, a GM teve que equipar com o novo motor, alguns Opalas que foram vendidos sob encomenda no sistema SO (Standard Option), pelas revendas Chevrolet pelo Brasil a fora.
Estes primeiros motores 250S MC, devido a uma taxa de compressão elevada (9:1 os de competição) e 8,5:1 os veículos vendidos no sistema Standard Option, funcionavam melhor com gasolina azul de alta octanagem, o que de certa maneira limitava um pouco o uso em viagens ao interior, dai que a fabrica oferecia também outra versão com taxa de compressão de 8:1.
O bloco, o cabeçote, o virabrequim e as bielas eram os mesmos do 4100 normal, porém os pistões foram modificados no formato das cabeças, gerando ai a diferença nas três taxas de compressão, sendo o de taxa 9:1 de cabeça chata.
O eixo comando de válvulas também foi modificado, tendo os perfis similares ao eixo do motor 292 do caminhão GM, que tem uma maior abertura das válvulas, fazendo o motor "respirar" melhor. Do motor 292 herdou também os tuchos mecânicos e do motor 151S vieram as molas das válvulas, bem como o carburador ( com outra calibragem), o volante do motor com cerca de 3 kg mais leve e a hélice do ventilador de 4 pás em substituição à de 6 pás original. Para aguentar um tamanho aumento de potência, a embreagem também teve o platô reforçado com molas de maior carga
O motor 250-S foi um item opcional da linha Opala de 1974 a 1988 podendo ser instalado em qualquer modelo da linha. A diferença no retrabalho dos pistões para se obter taxas de compressão maiores, 9:1 (cabeça chata), 8,5:1 e 8:1, como dito acima, possibilitava as três versões de potência e torque, dai a existência de testes, manuais, listas de peças e reportagens diversas citando dados tão conflitantes para um único suposto motor.
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RESUMO - Motores 250 S *
Motor -Taxa de compressão - Potência Bruta (SAE) - Potência Líquida (DIN)
Nº 1 - 9:1 180 HP 156 HP
Nº 2- 8,5:1 ( 176 CV ) 173 HP 153 HP
Nº 3 - 8:1 ( 171 CV ) 169 HP 147 HP
* Valores estimados baseados em pesquisas e testes publicados.
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Pelos nossos registros, os primeiros motores de competição e de rua disponibilizados foram os de taxas 9:1 e 8,5:1, sendo que posteriormente também passaram a disponibilizar para as revendas os de taxa 8:1, provavelmente devido às dificuldades com a gasolina, pois o de taxa 8,5:1 (eu tive um 76 equipado com este motor), não aceitava bem a gasolina comum!
Como o motor de tuchos mecânicos era muito barulhento a fábrica após algum tempo voltou a usar os tuchos hidráulicos o que descaracterizou completamente o motor, porém mantiveram a mesma denominação de 250 S, o que veio contribuir mais ainda para aumentar a confusão que se estabeleceu em torno do assunto.
A partir de 1976 o motor 250 S passou a ser item de série para o Opala SS 6, porém já com taxas de compressão mais baixa (7,8:1) e consequentemente menor desempenho.
Como a desinformação na internet e as dúvidas também são grandes, fica aqui uma informação importante:
Como visto acima na matéria, após a produção dos primeiros motores 250 S (com as letras MC gravadas no bloco), que eram para competições e também vendidos sob encomenda para uso nas ruas, durante o período de 1973 a 1978, sendo que depois desse período, a GM deu continuidade à produção de motores que também foram denominados 250S, mas com taxa de compressão mais baixa, menos potencia e características diferentes dos originais, inclusive voltando a adotar os tuchos hidráulicos.
Como visto acima na matéria, após a produção dos primeiros motores 250 S (com as letras MC gravadas no bloco), que eram para competições e também vendidos sob encomenda para uso nas ruas, durante o período de 1973 a 1978, sendo que depois desse período, a GM deu continuidade à produção de motores que também foram denominados 250S, mas com taxa de compressão mais baixa, menos potencia e características diferentes dos originais, inclusive voltando a adotar os tuchos hidráulicos.
Conclui-se pois que os raros blocos de motor que ostentam as letras MC, pertencem ou pertenceram aos Opalas 250 S originais daquele período específico, o que não inclui aí os que vieram posteriormente com tuchos hidráulicos, nem os que foram "mecanizados".
Existem duas versões para o significado das letras MC, Motor de Competição e MC da palavra Mecânico, em uma referencia ao uso dos tuchos mecânicos.
Existem duas versões para o significado das letras MC, Motor de Competição e MC da palavra Mecânico, em uma referencia ao uso dos tuchos mecânicos.
Com relação à cor, (outra duvida que sempre aparece constantemente), até 1978 os motores 250 S eram de cor vermelho alaranjado, a mesma cor dos motores 250, os 4100 normais e não da cor verde ou azul, como muitos afirmam por aí…
Opala 250 S nos boxes do Autódromo Virgilio Távora no Ceará. Na fotografia aparece ao fundo o piloto Otávio Cravo e Arthur Barros.
Teste revista Quatro Rodas com o Opala 250 S, usando o motor n• 2, o de taxa de compressão 8,5:1.
oldraces.blogspot.com - m.castrolima.arq@gmail.com
O nosso Opala 250 S modelo 1976, da Equipe Tratocar Chevrolet de Rallye.
Opala 250 S nos boxes do Autódromo Virgilio Távora no Ceará. Na fotografia aparece ao fundo o piloto Otávio Cravo e Arthur Barros.
O Opala 250 S MC original tinha essa inscrição " 250 S" na traseira, em letras metálicas cromadas, no lado esquerdo entre a lanterna e o bocal do tanque de combustível.
Matérias e Notícias:
Teste revista Quatro Rodas com o Opala 250 S, usando o motor n• 2, o de taxa de compressão 8,5:1.
(Notem que não era a versão mais potente do motor 250 S e sim a versão disponibilizada ao público no sistema "Standard Option" , isso se fez necessário para que o motor fosse homologado e pudesse competir.
Estado de São Paulo 09/06/1974
Propaganda GM
Texto de Bob Sharp.
Matéria originalmente publicada aqui no Blog Old Races em 22/10/2016, sob o título de "Opala 48 anos - o poderoso 250 S", corrigida e atualizada.
Reprodução de texto do piloto Bob Sharp, matéria do jornal Estado de São Paulo, teste da Revista Quatro Rodas. Fotografias da Revista Quatro Rodas e acervo Mauricio Castro Lima e Arthur Barros.
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
O Opalão da equipe Afonte
O Opala nº6 dos irmãos Da Fonte em uma corrida nos anos 60/70.
Bruno da Fonte nos enviou ontem um link para acesso à matéria do blog Pernambuco Racing, sobre o Opala de competições da Equipe Afonte, que competia nas corridas dos anos 60 e 70 em Pernambuco, Bahia, Ceará e outros polos automobilísticos pelo Brasil a fora.
A grata surpresa foi saber que o Opalão ainda existe, está bem conservado e funcionando!
Opalão da equipe Afonte
Este foi o primeiro opala recebido pela concessionária Armando da Fonte (Afonte Veículos), revendedora GM Chevrolet, em 1968. Seu chassis é o de terminal 107. Ainda zero km foi preparado para competições que foi utilizado pelos irmãos Armandinho da Fonte e Toinho da Fonte nas décadas de 60 e 70.
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| Armandinho da Fonte em foto da década de 60/70 |
Conservado em perfeito estado está pronto para voltar as pistas a qualquer momento!
O próprio Armandinho da Fonte explica as características desta máquina!
"Isto é a USINA da década de 60/70 que empurrava nosso OPALÃO de competiçao.
Dados:
Motor opala 6 cilindros
4.8 cc 350hp
Pistoes forchados
Bielas de materal super leves
Virabrequim com curso alterado
Cabeçote com preparaçao especial
Tuches roletados Skaderian
Lubrificaçao feita com bomba de alta vazão
Refrigeraçao forçada,sem palheta de ventilador alimentaçao com bomba elétrica de alta vazão
Escapamento dimensionado seis em dois
Esta preparaçao toda feita MADE PERNAMBUCO em nossa revenda Chevrolet e peças fornecidas por ORESTE BERTA vinda da Argentina."
O melhor de tudo, é que até hoje Armandinho mantém este opala em perfeito estado de conservação, funcionando perfeitamente.
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| Foto atual do Opalão, durante as corridas sofreu algumas modificações aerodinâmicas |
Clique no link abaixo para ver a matéria completa:
Pernambuco Racing: Opalão da equipe Afonte:
sábado, 22 de outubro de 2016
OPALA 48 anos - O poderoso 250 S
Falar do lendário motor 250 S do Chevrolet Opala, que inspira paixões e move uma legião de fãs desde o seu lançamento até os dias atuais, não é uma tarefa fácil, principalmente pelas dificuldades em encontrar uma literatura específica e também devido a uma enorme quantidade de informações erradas e/ou desencontradas sobre o assunto, disponíveis na Internet.
O fato deste motor ter tido três versões com desempenhos diferentes e posteriormente a fábrica ter dado continuidade ao nome 250S, em motores de mais baixo desempenho, vem a se tornar mais um complicador em toda a história! Acrescente-se a tudo isto, testes e informações técnicas com dados de potência e torque seguindo normas diferentes como SAE e DIN.
Modéstia à parte, não é assunto para leigos, por isso vamos colocar a matéria resumida para facilitar a compreensão dos menos entendidos, vamos lá:
Como muitos já devem saber, o 250 S não era um novo motor e sim uma melhora, evolução, releitura, versão envenenada ou como queiram chamar, do já existente motor 250 (de 4100 cc), que vinha equipando a linha Opala em substituição ao antigo motor 230 (de 3800 cc).
A ideia (e necessidade) de produção deste motor surgiu do fato de que os Opalas 4100 normais, com menos potencia, vinham tomando uma surra dos Ford Maverick V8 nas pistas de corrida em todo o Brasil.
O primeiro motor 250 S ficou pronto em novembro de 1973 e os quatro primeiros produzidos foram vendidos a pilotos e equipes de corridas, entre eles Bob Sharp, Jan Balder e a revenda Chevrolet Itacolomy.
O Opala de competições da Itacolomy equipado com o motor 250S MC com potência líquida de 156 HP DIN, (180 SAE) e 26 Mkg de torque liquido, quando foi testado pela revista Quatro Rodas.( teste comparativo com o Maverick Quadrijet).
Os motores já estrearam ganhando, o que gerou protestos da Ford e uma enorme guerra no tapetão. Para homologar os motores de maneira que pudessem continuar a correr, a GM teve que equipar com o novo motor, alguns Opalas que foram vendidos sob encomenda no sistema SO (Standard Option), pelas revendas Chevrolet pelo Brasil a fora.
Estes primeiros Opalas 250S MC, devido a uma taxa de compressão elevada (9:1) só rodavam com gasolina azul de alta octanagem, o que de certa maneira limitava um pouco o seu uso principalmente em viagens ao interior dai que a fabrica oferecia também outras duas versões com taxas de compressão de 8,5:1 e de 8:1.
O bloco, o cabeçote, o virabrequim e as bielas eram os mesmos do 4100 normal, porém os pistões foram modificados no formato das cabeças, gerando ai a diferença nas três taxas de compressão, sendo o de taxa 9:1 de cabeça chata.
O eixo comando de válvulas também foi modificado, tendo os perfis similares ao eixo do motor 292 do caminhão GM, que tem uma maior abertura das válvulas, fazendo o motor "respirar" melhor. Do motor 292 herdou também os tuchos mecânicos e do motor 151S vieram as molas das válvulas, bem como o carburador ( com outra calibragem), o volante do motor com cerca de 3 kg mais leve e a hélice do ventilador de 4 pás em substituição à de 6 pás original. Para aguentar um tamanho aumento de potência, a embreagem também teve o platô reforçado com molas de maior carga
O motor 250-S foi um item opcional da linha Opala de 1974 a 1988 podendo ser instalado em qualquer modelo da linha. A diferença no retrabalho dos pistões para se obter taxas de compressão maiores, 9:1 (cabeça chata), 8,5:1 e 8:1, como dito acima, possibilitava as três versões de potência e torque, dai a existência de testes, manuais, listas de peças e reportagens diversas citando dados tão conflitantes para um único suposto motor.
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RESUMO
- Motores 250 S *
Motor
-Taxa de compressão - Potência Bruta (SAE) - Potência
Líquida (DIN)
Nº
1 -
9:1
180 HP
156 HP
Nº
2-
8,5:1
( 176 CV ) 173 HP
153 HP
Nº
3 -
8:1
( 171 CV ) 169 HP
147 HP
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Valores estimados baseados em pesquisas e testes publicados.
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Pelos nossos registros, os primeiros motores de competição e de rua disponibilizados foram os de taxas 9:1 e 8,5:1 pelo menos até 1974, dai em diante (não é claro a data exata da mudança), passaram a disponibilizar para as revendas também os de taxa 8:1, provavelmente devido às dificuldades com a gasolina, pois o de taxa 8,5:1 (eu tive um 76 equipado com este motor), não aceitava bem a gasolina comum!
Como o motor de tuchos mecânicos era barulhento a fábrica após algum tempo voltou a usar os tuchos hidráulicos o que descaracterizou completamente o motor, porém mantiveram a denominação 250 S, o que veio contribuir para aumentar a confusão que se estabeleceu em torno do assunto.
O nosso Opala 250 S versão 2 modelo 1976, da Equipe Tratocar Chevrolet de Rallye.
Opala 250 S nos boxes do Autódromo Virgilio Távora no Ceará. Na fotografia aparece ao fundo o piloto Otávio Cravo e Arthur Barros.
Matérias e Notícias:
Teste revista Quatro Rodas
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